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Grupo de voluntários doa mais uma cadeira de rodas após juntar lacres de latinhas

Cada cadeira é trocada por quase meio milhão de lacres. Ação foi multiplicada com doações de todo o Rio Grande do Sul.
fonte: http://zh.clicrbs.com.br/
categoria: Lacre de lata de alumínio

Cláudia (E) entrega cadeira a família no Bairro Restinga, zona sul de Porto AlegreFoto: Omar Freitas / Agencia RBS 

O que poderia levar seis meses para ser concretizado ganhou força em menos de 30 dias, graças à corrente formada por voluntários anônimos unidos pelo mesmo objetivo de ajudar quem necessita. 
Nesta sexta-feira (4), o grupo Amor ao Próximo fez a entrega de mais uma cadeira de rodas trocada por lacres de alumínio arrecadados a partir de doações. A partir da divulgação nos jornais Diário Gaúcho e Zero Hora da 
história do grupo criado pela comerciante Cláudia Araújo, 49 anos, do Bairro Campo Novo, zona sul de Porto Alegre, dezenas de pessoas de diferentes regiões do Estado se ofereceram para doar o que pode ser considerado lixo para muitos. 
Lacres de latas de alumínio e tampas plásticas guardadas por Cláudia em garrafas PET de dois e de cinco litros se transformam em cadeiras de rodas e caixas de leite, que são doadas a quem precisa. 


 – Em função da reportagem, um senhor do Bairro Vila Nova doou nove garrafas com lacres, ou seja, 25 mil lacres arrecadados só com ele. Estão juntando em Rio Grande, em Minas do Leão, na Região Metropolitana e no Norte do Estado. O melhor é que um voluntário se ofereceu para buscar estas doações vindas do Interior – comemora Cláudia. 

Na tarde de sexta-feira, a união dos voluntários levou um sorriso à família da dona de casa Maria Luíza Martins da Silva, 63 anos, no Bairro Restinga. Em recuperação depois de sofrer um AVC na semana passada, Maria Luíza foi a primeira contemplada pela mobilização ocorrida a partir da publicação no jornal, no mês passado. Foi a irmã dela, a técnica em enfermagem Janete da Silva, 55 anos, quem acionou o Amor ao Próximo para pedir ajuda. 
– Repassei para as minhas colegas a situação da minha irmã e uma me indicou o grupo. Enviei o pedido de auxílio, mas não imaginava que seríamos atendidas tão rápido. Uma mão lava a outra – conta Janete, responsável por cuidar da irmã. 

Equipamento ajudará na recuperação de Maria LuízaFoto: Omar Freitas / Agencia RBS

No mesmo dia em que a técnica de enfermagem ligou, Cláudia se preparava para trocar os lacres pela cadeira. O pedido urgente agilizou ainda mais a entrega. Maria Luíza saiu do hospital na segunda-feira passada e ainda não tem os equipamentos necessários, como uma cama hospitalar, que lhe auxiliarão na recuperação dos movimentos do lado esquerdo. 
Janete, que já recolhia tampas plásticas e as doava a outra instituição da Capital, promete começar a juntar também os lacres em agradecimento à Amor ao Próximo:
– Este gesto solidário vem numa hora em que ainda estamos nos adaptando à nova situação. É uma atitude nobre.

Por: Aline Custódio

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