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Peças de impressoras e laptops viram fio para impressão 3D


fonte: http://www1.folha.uol.com.br/
categoria: Plástico

Instalada em Sorocaba, no Estado de São Paulo, a Sinctronics, que atua na reciclagem de eletroeletrônicos, está em fase avançada do processo de experimentação de um novo produto: um fio de resina ABS (Acrilonitrila butadieno estireno), polímero meio primo da borracha e do acrílico. Esse filamento plástico é a matéria prima mais usada na fabricação digital pelas impressoras 3D, que estão cada vez mais baratas e comuns.
Quase toda a carcaça das impressoras tradicionais, a tampa dos laptops e a parte plástica dos celulares são de ABS. A Sinctronics extrai a resina de equipamentos descartados recolhidos no Brasi inteiro por meio dos programas de logística reversa da Abinee, a Associação Brasileira de Eletro Eletrônicos, e da HP, entre outros fabricantes. O plástico extraído já era usado pela empresa na fabricação de resina e novas partes de equipamentos, e agora ganha novo formato.
Como fio de plástico, ele entra na impressora 3D e passa por uma peça onde é aquecido, fica mais fino e maleável - a cabeça ou bico de extrusão. Passando por essa peça e com o movimento dela, vai sendo depositado em camadas numa placa, para ir compondo o volume do objeto projetado.
O fio de plástico virgem custa em média R$ 100 o kg e é vendido em carretéis. A Sinctronics não está ainda vendendo seu fio reciclado, e afirma que tem capacidade de produzir mais de 100 kg por mês nessa fase experimental. De acordo com a empresa, o filamento mostrou ter a mesma qualidade do material virgem durante a produção dos objetos em 3D.
Trazer de volta para a indústria os produtos descartados em forma de matéria-prima é a questão fundamental da economia circular. E o maior desafio da reciclagem é obter material o mais próximo possível do original.
No caso das latas de alumínio, por exemplo, o ciclo se fecha. Elas são de estrutura simples e também por isso totalmente reaproveitáveis. Já no mundo dos plásticos, há uma enorme variedade de composições, o que impõe complexidade na reciclagem.
Derivados do petróleo, os plásticos nascem causando forte impacto ambiental. A possibilidade de diminuir a produção de novos e usar os que já estão colocados em circulação é uma boa notícia.
Menos extração e processamento de petróleo significa em tese menos água, menos gasto de energia, menos poluição e menos gases de efeito estufa e a preservação de reservas naturais.

 

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