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15 dicas para separar seu lixo -Este conteúdo tem apoio da ONU Meio Ambiente

Nem todo papel é reaproveitável, não precisa ter cinco lixeiras diferentes em casa - nosso guia vai facilitar sua vida na hora de destinar resíduos pa
fonte: https://believe.earth
categoria: Meio Ambiente

Lamentamos informar que acaba de cair por terra aquela lista de desculpas para não reciclar o que é descartado na sua casa, escola ou trabalho.  Isso porque as dicas a seguir são práticas até para os casos de preguiça ou correria extrema e salvam, inclusive, em momentos de dúvidas cruéis como “tubo de pasta de dente recicla?”.
Antes de qualquer coisa, uma excelente ideia é passar a pensar não em lixo, mas, sim, em resíduos. Lixo – tecnicamente chamado de rejeito – é algo que não serve para mais nada. Resíduos têm valor, só precisam ser corretamente separados. E se considerarmos a produção anual de resíduos no mundo, chegamos a um número assustador: são produzidos anualmente 1,4 bilhão de toneladas de resíduos sólidos urbanos. A maior parte, cerca de 800 milhões de toneladas, é descartada em aterros.
Não custa ter em mente que incentivar o manejo adequado dos resíduos é lei (veja como funciona a 
Lei nº 12.305/10 da Política Nacional de Resíduos Sólidos). Mas antes de sair amassando latinhas, comece descobrindo qual o melhor jeito de reciclar no seu bairro ou na sua cidade.
O primeiro passo é ver se há cooperativas ou catadores independentes trabalhando na sua região. Eles são responsáveis por quase 90% da coleta do material que chega a ser reciclado no Brasil, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Ligue também para a prefeitura de sua cidade e descubra se há caminhões municipais recolhendo recicláveis e se há postos de coletas em lojas – esses locais são conhecidos como Ecopontos ou PEV, pontos de entrega voluntária.
Outra dica é buscar sites que indiquem alternativas locais para reciclar materiais como a 
Recicloteca ou o Rota de Reciclagem, que mostra onde você pode reciclar as embalagens longa vida, como caixinhas de leite e de suco.
Descubra qual a solução se encaixa melhor na sua rotina, pegue sua sucata e venha!
1. Diga “não” sem dó
Dê um passo atrás e lembre-se sempre de que o caminho para ser mais sustentável começa na hora de recusar qualquer tipo de material que você não precisa – especialmente embalagens. Reduzir o volume de lixo é o melhor caminho (veja 
aqui as dicas de quem não leva lixo para casa).
Alguns estabelecimentos já têm locais para você deixar suas embalagens no ato da compra. Dá para passar no caixa e já deixar no supermercado a caixinha da pasta de dente, por exemplo.
2. Lavar ou não lavar
Remova os restos de comida dos descartes para ajudar o pessoal da triagem. Seu potinho de iogurte vai demorar dias ou até semanas para chegar às cooperativas de reciclagem. Pensou no cheirinho de azedo? Exato! Para não desperdiçar água e facilitar, deixe as embalagens dentro da pia, para que sejam lavadas com a água utilizada para a louça. Outra ideia é aproveitar o guardanapo usado para limpar as embalagens antes de lavar.
3. Secos e molhados
Não precisa ter cinco lixeiras diferentes em casa. Separe apenas os resíduos secos (papel, lata, plástico, vidro) dos úmidos. Facilitou, não?
4. Tudo que era de comer ou ficou úmido
Esse tipo de resíduo é responsável por metade do volume, lota os aterros e produz gás metano – que é 20 vezes mais poluente que o gás carbônico. Mas uma boa parte dá para ser compostada. Cascas de frutas e legumes, pó de café e até papel molhado podem se transformar em adubo (saiba como criar a sua composteira 
aqui). Para quem prefere comprar pronta, aqui existe uma alternativa.
Secos e molhados. Envie os resíduos secos para a reciclagem. Secos: papel, plástico, lata, vidro. Molhados: coador de café, papel sujo ou molhado, restos de comida. Lembre-se de higienizar as embalagem antes de mandar para a coleta seletiva.
5. Amassar o papel para jogar no lixo? Não!
Evite dobrar ou amassar o papel antes de jogar no lixo: mantê-lo inteiro é sempre melhor. No máximo, rasgue as folhas.  É fácil entender: quanto mais intacto o papel, mais dinheiro ele vale, porque as fibras (celulose) são mantidas, aumentando o número de vezes que ele pode ser reciclado. Também não contamine o papel, jogando junto materiais que podem sujá-lo (como caixa com restos de pizza). E, se puder, mande seus papéis da reciclagem separados do restante dos resíduos.
6. Papel que não vale nada
Em contrapartida, há muitos tipos de papel que devem ir direto para o lixo não reciclável, como papel engordurado, plastificado, guardanapo e papel higiênico sujo, papel carbono, cupons fiscais, aqueles que você recebe das maquininhas de cartão ou supermercado (evite solicitá-los), e papéis com cola adesiva – no caso destes últimos, separando a parte com cola, o restante pode seguir para o reciclável.
Papelada. Rasgue, não amasse: o papel amassado perde o valor na reciclagem. Papel que não vale nada: guardanapo, cupom fiscal e papel carbono são rejeitos. Ou seja, não vão para a reciclagem. Adesivo não é reciclável: na hora de jogar o post-it fora, separe só a parte de papel para a reciclagem. O pedaço com cola vai embora com os rejeitos.
7. Vidro
Um futuro com embalagens de vidro retornáveis tem de ser a nossa meta, pois evita o custo de reciclá-lo. Até lá, reutilize ao máximo seus recipientes. E, sempre que possível, evite garrafas long neck: não são retornáveis e o processo de reutilização (que as transforma em múltiplos cacos de vidro) ainda é complexo e caro.
8. Lata de alumínio
Não tire os anéis das latinhas de refrigerante ou cerveja. Eles podem se perder no meio dos resíduos e acabam não sendo reciclados. Latas de tinta ou aerosol precisam de um cuidado extra (veja no item “Perigo”).
Bebidas. Garrafinhas long neck não são retornáveis. Também não são facilmente recicláveis. Melhor evitar! Latinhas são amigas. Vão para reciclagem. De preferência, não tire os anéis, eles podem se perder no meio dos resíduos
9. Apertando a pasta de dente
Esses tubinhos são feitos de polietileno de baixa densidade, um tipo de plástico. Por isso, tire o máximo de pasta possível e mande para reciclar nos secos (ou plásticos).
10. Embalagens de salgadinhos e afins
Pode não parecer, mas também é feito de um tipo de plástico, que vem com uma pequena camada de alumínio. Por isso, poderia ser reciclado tranquilamente. O problema é que poucas empresas bancam esse processo, que é caro. Cheque como funciona na sua região. E não custa nada evitar esse tipo de embalagem, né?
11. A bandejinha nossa de cada dia
Quando você compra algum produto eletrônico embalado em isopor, descarte-o nos resíduos secos, pois este tipo de isopor tem mais valor de mercado. Agora, aquelas minibandejas de usadas para embalar peixes, carnes e até legumes é uma outra história, pois seu processo de reciclagem custa caro. Portanto, leve recipientes de vidro ou alumínio e peça para o açougueiro colocar a carne ali. Frutas e verduras não precisam de embalagem, certo?
12. Sacos coloridos
Pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, sacos de lixo cinza ou marrom são para resíduos que podem ser compostados e devem ser feitos de material biodegradável, como amido ou mandioca. Já os verdes ou azuis, para os recicláveis secos. Os pretos, em teoria, vão direto para o aterro. Mas a prática ainda está longe disso. Confira como funciona o esquema de cores de sacos de lixo em sua cidades e converse com a prefeitura ou cooperativa mais próxima de sua casa.
O que eu faço com isso? Bandeijinhas, pra quê? Este tipo de isopor dificilmente é reciclável. Clipe não recicla. Não perca os seus por aí, use-os o máximo que puder. Esponja de aço não recicla. Pasta de dente: aperte bem e mande para a reciclagem!
13. Perigo! Perigo!
Todo produto ou resíduo visto como perigoso não pode ir para o lixo comum. Eles entram numa lei conhecida como logística reversa: empresas que produzem esses itens têm a mesma responsabilidade que os consumidores na hora de descartá-los. Assim, elas têm de abrigar locais de coleta, para onde você vai levar esses itens, que terão a destinação correta. São eles:

  • Cartelinha e frasco de remédio
    As caixas podem ser recicladas normalmente, mas as cartelinhas em que ficam os comprimidos, não. Elas, assim como tubos e vidros de remédio, podem contar restos de compostos químicos que contaminam o meio ambiente. Por isso, é preciso levá-las a pontos de coletas – muitas farmácias e postos de saúde têm.

  • Pilhas, baterias, lâmpadas e latas de tinta
    Há postos de coleta em supermercados e lojas especializadas nesse tipo de produto. No caso da tinta, o ideal é deixar o material que ficou grudado na lata secando por ao menos 24 horas – isso facilita na reciclagem.

  • Cafezinho amargo
    As cápsulas de café são bem difíceis de ser recicladas, pois misturam componentes diferentes como alumínio e plásticos. Elas entram na regra da logística reversa, portanto, há postos de coletas nas lojas das principais marcas.

Perigo Perigo! Medicamentos: caixinhas de medicamentos vão para a reciclagem. Já as cartelas e frascos, não. Evite contaminação química: para descartar pilhas, baterias e lâmpadas, busque postos de coletas em supermercados e lojas especializadas. Prefira o coador de café.
14. Lixo mesmo!
Tem alguns objetos que não são reciclados por nada. E essa lista pode deixar muita gente chocada. Preparado(a)? Além dos já citados papéis com cola e cupons fiscais, os papéis- filmes, os clipes, as esponja de aço e fitas adesivas também são considerados rejeitos. Eles vão direto para o aterro, juntamente como o lixo úmido não compostado.
15. Pense diferente!
Nesta 
reportagem, damos dicas sobre como reduzir o uso do plástico no seu dia a dia.
Se você ainda está pensando em reclamar por ter de separar seu lixo, pense novamente. Os moradores dessa cidade no Japão precisam separar os resíduos em 34 categorias diferentes:


Para a produção deste conteúdo, foram consultadas Erika Raísa Duarte Silva, analista de projetos especiais da cooperativa Yougreen; e Leila Vendrametto e Monica Pliz Borba, educadoras ambientais do Ecoativos, projeto do Instituto Alana que tem como objetivo levar a cultura da sustentabilidade a alunos de escolas públicas brasileiras.
Este conteúdo tem apoio da ONU Meio Ambiente e faz parte da campanha mundial #AcabeComAPoluiçãoPlástica e #Mares Limpos

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