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Coleta Seletiva em Condomínios


fonte: Síndico Net
categoria: Coleta Seletiva

 
 

 



Introdução do guia

Nosso meio ambiente é o bem mais precioso que existe.  Temos o dever de cuidar bem do planeta, para que as futuras gerações possam aproveitá-lo também.

E uma das maneiras mais efetivas que colaborarmos com o meio ambiente  é fazer uma boa gestão dos nossos resíduos. Por isso, a coleta seletiva em condomínios é tão importante.  Ela permite que um grande número de pessoas se junte em torno de um objetivo que só trará benefícios a elas e ao planeta.

Nas próximas páginas desse guia estão todas as informações necessárias para implantar uma bem sucedida coleta seletiva em seu condomínio. Confira!


Como preparar o condomínio para a coleta seletiva
Adequação das instalações e comissão de moradores

 

Ter um plano de ação é fundamental para que a coleta seletiva seja bem sucedida. O ideal é que os moradores interessados formem uma comissão.

Dessa forma, as decisões não ficam tão dependentes do síndico.

É importante que essa comissão seja referendada em uma assembleia, que também aprove a implementação da coleta seletiva.


A comissão deve decidir itens como:

  • O lixo reciclável será separado por material (papel, plástico, vidro, metal, embalagem longa vida) ou todos recicláveis na mesma lixeira? Em geral, há mais adesão quando o projeto prevê  os recicláveis na mesma lixeira.
  • Como essa separação será feita? O condomínio pode distribuir sacos de cor diferente para os materiais recicláveis, assim não há confusão por parte dos funcionários
  • Os funcionários do condomínio irão retirar o material reciclado dos apartamentos ou haverá uma lixeira grande, separada por material, para os próprios condôminos depositarem ali os resíduos? Nesse caso, deve-se levar em conta o preço da lixeira
  • Onde o lixo reciclável vai ser acondicionado até ser coletado?
  • Quem irá retirar a coleta seletiva do condomínio? Seja uma ONG, cooperativas ou empresa, o importante é que haja compromisso na coleta dos recicláveis.
  • Há também empresas que prestam consultoria para o condomínio implantar um programa de reciclagem. Os custos vêm acompanhados de farto material de divulgação, e de seis meses de apoio ao projeto.


Durante a tomada dessas decisões é importante que se leve em conta:

  • O espaço que irá receber os reciclados deve ser ventilado, já que esses materiais são bem inflamáveis.
  • O local deve conseguir abrigar certo volume de lixo, já que cooperativas, empresas ou ONGs em geral retiram de 1 a 2 vezes por semana.
  • Esse ponto também deve ser de fácil acesso tanto para os funcionários do prédio quanto para aqueles que irão retirar o material.
  • Esse material pode ser acondicionado em bags ou contêineres. Veja se na sua cidade a prefeitura oferece algum incentivo para quem deseja implementar a coleta seletiva.

Conscientização dos moradores e funcionários
Comunicação é fundamental

 

A comunicação é ferramenta primordial para o sucesso da coleta seletiva do lixo em um condomínio.

Por isso, é importante que se aposte em diversos canais de diálogo com os diferentes públicos do condomínio – como  funcionários, moradores ou seus empregados. Seja conversando pessoalmente, por banners ou cartazes, é importante mantê-los motivados e envolvidos no processo.
 

  • Para sensibilizar moradores aconselha-se que seja formada uma comissão de reciclagem com pessoas que já tem o mínimo conhecimento do assunto. 

    O ideal é que essas pessoas subam de andar em andar, se possível no período noturno para treinar os moradores visto que a maioria não está no horário comercial de dia de semana e no Sábado provavelmente vão usar as suas horas para o lazer.  Deve haver cartazes e banners convidando as pessoas.
  • As crianças também devem ser envolvidas no processo. Como muitas escolas trabalham a questão da reciclagem, os menores podem expor seu conhecimento sobre o tema – dessa forma, não deixam de ajudar em casa na hora de separar o lixo
  • Uma boa maneira de conscientizar as empregadas domésticas é pedir que desçam por 15 minutos no dia seguinte ao evento da coleta seletiva. Um funcionário do prédio que tenha ouvido a palestra pode repassar os tópicos mais importantes  e também explicará como o material deve ser apresentado: limpo e separado
  • Alguns funcionários do condomínio, principalmente os da limpeza, podem ser refratários ao projeto por eles próprios venderem alguns materiais a sucateiros. Uma saída é repassar para eles uma parte do que se arrecada com os recicláveis.
  • Outra maneira é argumentar que a ONG que vem para pegar o lixo, retira todos os materiais e não apenas o papelão ou o metal.
  • Cartazes de incentivo à coleta seletiva devem ser mantidos por pelo menos três meses. Também é importante manter os moradores a par da melhora do processo. Dizer o quanto de lixo reciclável  se está arrecadando por mês ajuda a manter o interesse da separação do lixo.
  • Por diversos motivos como crescimento da demanda de geração de recicláveis pela população e baixa oferta da estrutura (cooperativas, indústrias e empresas de reciclagem) para atender todo esse material ; falta de incentivos financeiros e fiscais à toda cadeia da reciclagem ( indústria, empresas e cooperativas) por parte do governo, é muito improvável que o condomínio consiga ganhar dinheiro com a venda dos recicláveis.

Dúvidas frequentes sobre coleta seletiva
Respondemos as principais dúvidas dos leitores sobre o tema

 

É inegável que implantar um programa de coleta seletiva pode dar trabalho e gerar dúvidas. Mas o projeto não precisa ser um monstro de sete cabeças.

Munido das informações certas, sabendo diferenciar o que é mito e o que é verdade, o caminho até uma coleta seletiva eficaz no seu condomínio fica muito mais fácil.

Esclareça abaixo as principais dúvidas sobre o assunto:
 

Quanto tempo demora para que a coleta seletiva caminhe sozinha?

Após o período inicial de três meses, o processo começa a tomar forma, e os desvios no caminho vão diminuindo. Aqueles que no início não demonstraram interesse necessário para participar, podem começar a aderir. Se não houver grandes problemas, em nove meses a coleta seletiva está implantada.


Quem terá mais trabalho ao implementar esse projeto?

Em geral, são as pessoas que participam da comissão de coleta seletiva no condomínio, já que têm de pesquisar quem virá fazer a coleta,  estimar quanto de material reciclado o condomínio gera.

Também  terão de fazer os primeiros esforços de conscientização dos funcionários, organizarem alguém que dê a palestra sobre o tema.

Vale ressaltar que, hoje em dia, existem empresas, como o Instituto Muda, especializadas em assessorar condomínios no processo de implementação e gestão da coleta seletiva no local.


Meus funcionários não querem ajudar. Por quê?

Em geral, se os funcionários não se interessaram pelo projeto é porque ou não o entenderam corretamente ou ganhavam algum lucro revendendo eles mesmos  esses materiais.

É importante educar essa população ressaltando  que quem vai retirar os reciclados busca todos os tipos de materiais. Também vale reverter para eles uma parcela do que o condomínio arrecadar com a coleta


O que fazer com pilhas, lâmpadas fluorescentes e óleo de cozinha?

Atualmente não se recicla mais apenas plástico, papel, vidro e metal. As pilhas, por exemplo, são altamente contaminantes. O banco Santander, por exemplo, conta com papa-pilhas em todas as suas agências.

O condomínio pode se organizar para guardar pilhas e baterias por um tempo até juntar certo volume e algum funcionário do condomínio pode levar o material a uma agência mais próxima. Outra empresa é a Eco-cel, que é especializada em recollhimento de baterias de celulares

As lâmpadas fluorescentes contêm materiais que contaminam como o mercúrio, por exemplo. Há sim a possibilidade de reciclagem, mas quem trabalha com esse tipo de material cobra pela sua retirada. Em São Paulo, uma possibilidade é entregar essas lâmpadas em grandes home centers, que se comprometem em reciclá-las, porém somente em pequena quantia.

Se o condomínio tiver um grande quantidade e quiser destiná-las corretamente, terá que recorrer a empresas de descontaminação de lâmpadas que cobram pelo serviço, de R$ 0,80 a R$ 1,50 por lâmpada. A Naturalis Brasil e a Apliquim, ambas de São Paulo, realizam esse tipo de serviço.

O óleo de cozinha também é bastante contaminante. Estima-se que um litro de óleo possa poluir mais de 20 mil litros de água. Para evitar esse cenário, basta guardar o óleo usado em um grande recipiente.  Geralmente, entrando em contato com alguma empresa que faça a coleta do óleo, a bomba (recipiente) é oferecida gratuitamente – caso da Lirium, em São Paulo, e outras facilmente encontradas na internet.


O síndico terá trabalho adicional?

Segundo as fontes consultadas, o síndico somente terá um trabalho adicional caso participe da comissão de coleta seletiva. E o trabalho dessas pessoas só é realmente grande na fase inicial do projeto.

O acompanhamento demanda, sim, algum esforço, mas é relativamente pequeno. O síndico, como líder, deve motivar o conselho e todos os seus vizinhos a se engajarem pela causa.


Os funcionários terão mais trabalho?

Não terão mais trabalho, mas precisam se adequar aos novos procedimentos. Para tanto, precisam ser treinados e instruídos. Mesmo com todo o trabalho de conscientização dos funcionários, é importante que não recaia sobre eles a responsabilidade de separar o lixo das unidades.

Quando não há envolvimento dos moradores, o material reciclado já chega muito contaminado, e a reciclagem fica muito comprometida, já que os funcionários precisam procurar garrafas pet, e alumínio entre itens como fraldas, lixo orgânico e papel higiênico usado.

O lixo é dos moradores, e é portanto responsabilidade deles a separação dos materiais.  O papel dos funcionários é o de ajudar, verificando se o morador jogou o saco errado ou até mesmo auxiliando os moradores e funcionárias domésticas com dicas para melhorar a coleta seletiva.


Reciclagem dá dinheiro?

Não é aconselhável que um condomínio comece um trabalho de implantação da coleta seletiva com o único intuito de gerar dinheiro. Isso porque o valor de comercialização do material reciclável, em geral, é muito baixo.

Por diversos motivos, como crescimento da demanda de geração de recicláveis pela população e baixa oferta da estrutura (cooperativas, indústrias e empresas de reciclagem) para atender todo esse material; falta de incentivos financeiros e fiscais à toda cadeia da reciclagem ( indústria, empresas e cooperativas) por parte do governo, é muito improvável que o condomínio consiga ganhar dinheiro com a venda dos recicláveis.


A retirada do material coletado pode ser um impedimento para o sucesso da implementação coleta seletiva? Quais as alternativas?

Sim, a retirada é o grande gargalo para uma coleta seletiva bem sucedida. Portanto, deve ser o primeiro item a ser alcançado. Sabendo que a prefeitura, uma cooperativa ou ONG vá recolher o material, aí sim pode-se começar a implantar o projeto no condomínio.

Caso não haja essa possibilidade, e mesmo assim o condomínio queira contar com coleta seletiva, pode-se contratar empresas privadas para retirarem o material em questão. Em São Paulo, empresas como aInstituto Muda e a Recicla Prédios prestam esse tipo de serviço de coleta.
 

Lista de materiais recicláveis e não-recicláveis
Veja a seguir o que se recicla (ou não) de cada material

 

PLÁSTICO

RECICLÁVEL NÃO RECICLAVEL
Copos Embalagem Metalizada (Café e Salgadinho)
Garrafas Isopor e bandejas de isopor
Sacos/Sacolas Cabos de Panelas
Frascos de produtos Espuma
Embalagens Pet (Refrigerantes, Óleo, Vinagre,...) Bandejas de plástico
Canos e Tubos de PVC Acrílico
Caneta (Sem a tinta)  
Tampas  
Embalagens tipo Tupperware  
Embalagens de produto de limpeza  

 

PAPEL

RECICLÁVEL NÃO RECICLAVEL
Jornais e Revistas Papéis Sanitários (papel higiênico)
Listas Telefônicas Papéis Plastificados
Papel Sulfite/Rascunho Papéis engordurados
Papel de Fax Etiquetas adesivas
Folhas de Caderno Papéis Parafinados
Formulários de Computador Papel carbono
Caixas em Geral (ondulado) Papel celofane
Aparas de Papel Guardanapos
Fotocópias Bitucas de Cigarros
Envelopes Fotografias
Rascunhos  
Cartazes Velhos  
Caixa de Pizza  
Cartolinas e papel cartão  

 

VIDROS

RECICLÁVEL NÃO RECICLAVEL
Potes de conservas Espelhos
Embalagens Boxes Temperados
Frascos de remédios vazios Louças
Copos Óculos
Cacos dos produtos citados Cerâmicas, porcelanas, pirex
Vidros Especiais (Tampa de forno e icro ondas) Tubos de TV e monitores
Garrafas Para-brisa de carros

 

METAL

RECICLÁVEL NÃO RECICLAVEL
Tampinhas de Garrafas Clipes
Latas Grampos
Enlatados Esponja de Aço
Panelas sem cabo Aerossóis
Ferragens Latas de Verniz
Arames Latas de solventes Químicos
Chapas Latas de inseticidas
Canos  
Pregos  
Cobre  
Embalagem de marmitex  
Papel alumínio limpo  

Fontes consultadas: Instituto Muda e conteúdo SíndicoNet

 

Retirada do material gerado pela coleta seletiva
Como é feito o escoamento e descarte da coleta seletiva em condomínios

 

Já separou seu lixo ou material reciclável e não sabe como e onde descartar? 


O portal Sucatas.com selecionou e agrupou algumas ferramentas que possibilitam uma pesquisa com busca por pontos de coleta seletiva mais próximos a você, podendo filtrar por segmento, material, cooperativa, comércio e PEV (ponto de entrega voluntária). Saiba mais.

 

Depois de conscientizar os moradores, esse é o momento mais estratégico da coleta seletiva nos condomínios. Saber a destinação que será dada ao material reciclado é fundamental

  • Veja se no seu município a prefeitura não oferece algum tipo de coleta seletiva. Quem sabe se mais condomínios no entorno não se engajarem não é possível pedir um caminhão da prefeitura para retirada?
  • Ao combinar com uma ONG ou cooperativa é importante que se estabeleça, com critérios,  a periodicidade da retirada do lixo. Não adianta nem a ONG vir uma vez por mês e gerar um acúmulo enorme de material, e nem o condomínio querer que a ONG venha todos os dias.
  • Dependendo do tamanho do condomínio- e das dimensões do local que guarda o material – o usual é de uma a duas vezes por semana
  • É importante que o condomínio tenha um plano B para o caso da ONG/cooperativa parceira começar a não coletar o lixo conforme o combinado. Veja com condomínios vizinhos quem faz a coleta seletiva por lá
  • Pesa na hora de escolher um fornecedor se ele tem caminhão próprio e como o veículo estará no momento da coleta – não adianta, por exemplo, o caminhão já passar quase cheio em um condomínio enorme e cheio de material para escoar
  • Saiba com a cooperativa/ONG quem virá retirar o lixo. A preocupação com a segurança do condomínio também deve estar presente aqui
  • Prefira quem possa retirar todos os tipos de reciclado
  • Opte por trabalhar com uma cooperativa que apresente CNPJ – fica mais profissional
  • É possível pedir indicações de ONGs e cooperativas com a sua administradora. Veja com quem a empresa já trabalhou e achou bacana ou não


Aternativa

  • Se não houver nenhuma dessas alternativas em suas regiões você pode recorrer a setor privado. Atualmente, há empresas que cobram para fazer a retirada dos recicláveis atualmente. Apesar da cobrança, você terá certeza que não haverá acúmulo de recicláveis em seu condomínio, a destinação será correta e o condomínio ainda ganhará uma assessoria ambiental para melhorar o processo de coleta seletiva e conscientização ambiental dos moradores e funcionários.
     

Cartaz para campanha interna de coleta seletiva
Orientações para os moradores sobre como fazer a Coleta Seletiva



Como separar o lixo corretamente?

  1. Depois de consumir o produto, passe uma água na embalagem para retirar  resíduos – melhor se a água já for usada, como aquela que sai da máquina de lavar
  2. Certifique-se que o material está limpo. Depois de sair da sua unidade, a embalagem ficará estocada com várias outras por certo período, até que a ONG ou cooperativa venha retirá-la
  3. Não misture materiais a serem reciclados com lixo orgânico - restos de comida, papel higiênico, cascas de fruta
  4. Deixe claro qual saco contem que tipo de lixo para que não haja mistura entre os materiais na hora do seu recolhimento
  5. Pronto! O meio ambiente agradece a sua colaboração!


Veja aqui o que não é reciclável

  • Cerâmicas;
  • Vidros pirex e similares;
  • Acrílico;
  • Lâmpadas fluorescentes;
  • Papéis plastificados, metalizados ou parafinados (embalagens de biscoito, por exemplo)
  • Papéis carbono, sanitários, molhados ou sujos de gordura;
  • Fotografias;
  • Espelhos;
  • Pilhas e baterias de celular (estes devem ser devolvidos ao fabricante);
  • Fitas e etiquetas adesivas.
     

Baixe aqui este e demais cartazes sobre Coleta Seletiva


VÍDEOS

O portal Sucatas.com separou para você alguns vídeos relacionados a coleta seletiva em condomínios, com guias práticos de implantação, dicas, tirando dúvidas, reportagens, legislação e muito mais.

Veja os vídeos em nosso canal do youtube.

 



Sites úteis:

 

Fontes consultadas para elaboração desse Guia

- Instituto Muda www.institutomuda.com.br
- Bakuara - Consultoria em coleta seletiva para condomínios - www.bakuara.com/
Implanta - Empresa especializada em implementação de Coleta Seletiva - www.implanta.eng.br
Instituto GEA - http://www.institutogea.org.br
Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem)  - www.cempre.org.br  
CP Brasil - 
http://www.reciclaveis.com.br
Reclicagem - www.reclicagem.com.br
Rede Cata Sampa - Cooperativas em São Paulo - www.catasampa.org
AFRAS - Associação Franquia Solidária - http://www.franquiasolidaria.com.br
Rede Cata Sampa – Rede de catadores de São Paulo
Limpurb São Paulo - Site do departamento de limpeza urbana de São Paulo
Comlurb Rio de Janeiro – Site da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro

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